O Museu de América de Madri abre as portas à transexualidade

O Programa Trans é formado por quatro mostras fotográficas, uma exposição, além de uma série de outras atividades

Foi inaugurada esta quinta-feira, 22 de junho, a exposição “Trans. Diversidad de identidad y roles de género”, no Museu de América, em Madri. A mostra propõe um uma viagem sobre a identidade de gênero através de pinturas, esculturas, cerâmicas, fotografias, indumentárias e outros materiais com o objetivo de mostrar a permanente presença de pessoas transgênero em culturas de todo o mundo.

A exposição é a peça central do Programa Trans*, que o Museu de América propõe este ano com a finalidade de unir-se à celebração do World Pride, celebrado este ano em Madri de 26 a 28 de junho. O programa é composto de quatro mostras fotográficas e a exposição inaugurada hoje, que trata a transexualidade desde a perspectiva antropológica, histórica e artística.

Às mostras se somam a uma série de conferências e atividades musicais e teatrais até o dia 24 de setembro, sempre com o objetivo de expor a transexualidade como uma das características comuns a todos os grupos humanos, em todas as culturas e em qualquer época.

“É importante que os museus tratem de temas da atualidade na sociedade contemporânea e que nos incitem a reflexionar sobre realidades que, como a diversidade, formam parte da nossa sociedade”, comenta Ana Azor, Subdiretora do Museu de América. “Através das diferentes exposições e atividades que compõem esse programa, o Museu de América quer introduzir um ponto de reflexão sobre a diversidade de gênero como uma questão de identidade.”

Desde o dia do lançamento do programa, em 17 de maio, que coincidiu com o Dia Internacional contra a Transfobia, uma série de mostras foram inauguradas e estão abertas à visitação do público.

A mostra fotográfica e audiovisual “Vera y Victoria”, com obras de Mar Sáe, é um diário visual que retrata o universo íntimo do casal formado pela transexual Vera e sua companheira Victoria.

“Muxes. Flore de Guiechachi” é um projeto fotográfico de Nuria López que aborda a questão da identidade de gênero no Istmo de Tehuantepec (México), onde as muxes (mulheres trans) são consideradas como um terceiro gênero na sociedade, sendo reconhecidas e valorizadas tanto na comunidade como na família.

A mostra “Seres de Luz”, com fotografias de Gabriel Pineda e Gerardo Estrada, é uma série que nasce sem preconceitos e busca mostrar a luz interior que possui cada pessoa. Um projeto que pretende apoiar a visibilização e a normalização do coletivo trans.

Na próxima semana, no dia 27 de junho, apresenta-se a última mostra do Programa Trans*, o projeto fotográfico e audiovisual “Trans-migrantes”, de Fernando Rivera e Jesus Vecino, que gira em torno do deslocamento produzido por motivo de transfobia.

Todas as exposições seguem até o dia 24 de setembro. Consulte a programação completa do Programa Trans* em www.mecd.es/museodeamerica/actividades2/Programa-de-actividades-TRANS-.html.

Imagens: Hercules y Onfale, Galeria Caylus; Serie Vera y Victoria, de Mar Sáez; y Serie Flores de Guiechachi, de Nuria López