Equador une o RMI à Rede Equatoriana de Museus para diagnosticar o setor e fomentar iniciativas de cooperação

Desde 2010, o Ministerio da Cultura e Patrimônio do Equador trabalha pela formação de uma Rede Equatoriana de Museus, prevista na Lei Orgânica de Cultura e encabeçada pelo Museu Nacional e suas sedes. Sua finalidade é articular políticas públicas, fomentar iniciativas e apoiar a construção de diálogos interinstitucionais.

No último ano, esse processo ganhou o reforço do Registro de Museus Ibero-americanos (RMI), plataforma criada pelo Programa Ibermuseus através do seu Observatório Ibero-americano de Museus (OIM), que reúne atualmente 7.190 museus de 15 países, entre públicos, privados e mistos.

O RMI dispõe de um entorno acessível apenas aos responsáveis dos países com informação mais detalhada sobre as instituições, que possibilita o intercâmbio de informação entre as administrações públicas, os museus e seus profissionais. O Equador é um dos cinco países com mais acessos ao RMI, ao lado de Espanha, Brasil, México e Portugal.

“Com a implementação do Registro de Museus Ibero-americanos, se estabelece uma ferramenta de fundamental utilidade para o diagnóstico, estudo de públicos e análise de linhas base para a pesquisa sobre a institucionalidade cultural nos países ibero-americanos”, analisa Ivette Celi, Subsecretária de Memória Social do Ministério de Cultura e Patrimônio de Equador, e integrante do Conselho Intergovernamental do Programa Ibermuseus. “Esses insumos contribuem à formulação de ações planejadas e justificadas, e nos permitem a elaboração de análises comparativas e a unificação de processos no campo museal.”

Pela primeira vez, em nível regional, há uma plataforma de interação, com a que se poderão estabelecer sinergias entre instituições afins para a circulação de bens, implementar exibições compartilhadas e, especialmente, para a pesquisa científica e acadêmica sobre a origem e gestão de coleções.

“As potencialidades são múltiplas, uma delas é o trabalho conjunto no desenvolvimento de catálogos regionais ou a formação de projetos de curadoria para itinerancia de exposições”, complementa Ivette.

Atualmente, o Equador conta com 143 museus inseridos no RMI. Esse número aumentará com a continuidade da Rede Equatoriana de Museus Nacionais, liderada pelo Museu Nacional, instância encarregada de implementar a política pública em nível nacional.

O Museu Nacional do Equador tem sob sua tutela a reserva patrimonial do Estado, o maior acervo de bens culturais do país, que conta com mais de 650 mil bens. “Sua institucionalização será determinante para o apoio aos processos que realiza o Programa Ibermuseus e para a articulação e atualização constante do Registro de Museus Ibero-americanos”, explica a subsecretária de Memória Social.

O RMI foi lançado em junho de 2017, com motivo da celebração dos dez anos da Declaração de Salvador, que instrumentalizou uma demanda histórica do campo museístico ibero-americano: a criação do Ibermuseus, um dos programas com maior impacto dentro dos programas intergovernamentais ibero-americanos.

“Sua ação durante esta década reafirma o impulso ao desenvolvimento museal enfocado na recuperação da memória histórica e na salvaguarda do patrimônio cultural. Este foi um passo importantíssimo para reconhecer, com dimensão regional, que as instituições museais são espaços fundamentais para o diálogo social, a inclusão e a interculturalidade. A gestão do Ibermuseus nesses dez anos é digna de ser aplaudida, pois devolveu dignidade e relevância a nossos repositórios de memória”, analisa Ivette Celi.

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Foto: Museo Nacional de Ecuador/ Ministerio de Cultura y Patrimonio